Qui, 19 de Agosto de 2010 14:32
Geral
A TAM anunciou, na última sexta-feira (13/8), a assinatura de um memorando de entendimentos para se unir à chilena LAN, dando origem ao grupo Latam Airlines. No mesmo dia, em comunicado aos trabalhadores, as companhias falaram sobre a fusão, visando a criação de "um dos maiores grupos do setor aéreo do mundo".
No documento, as empresas citam uma afirmação do comandante Rolim, fundador da TAM, que diz que "a única forma de competir em um cenário de céus abertos é através da criação de uma empresa latinoamericana". Ressaltam também que há entre as duas companhias uma "convergência de valores, crenças e ambições estratégicas" e o potencial de crescimento e benefícios para todos os envolvidos, inclusive os trabalhadores. Juntas, as companhias somam 44 mil funcionários, segundo o comunicado.
A LATAM ficaria com 70,67% das ações da LAN e com 29,33% das ações da TAM. A estimativa é de que o processo de fusão dure de seis a nove meses.
Para a Fentac/CUT o momento é de cautela, até que o memorando seja acessível aos trabalhadores. O fato de o processo depender de análise dos acionistas de ambas companhias, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), reforça essa posição. Além disso, a Federação e as entidades sindicais que representam os trabalhadores do setor aéreo não sabem se a proposta de fusão atende às normais vigentes brasileiras, que limitam o capital estrangeiro nas companhias aéreas nacionais em 20%. Ou se TAM e LAN contam com uma mudança na legislação, em debate no Congresso Nacional.
Nesta terça-feira, os sindicalistas reuniram-se com diretores da TAM e nenhum trouxe informações mais precisas sobre esse processo, de modo que a cautela deu o tom das discussões sobre a fusão.
As entidades acompanham atentamente a notícia e defendem que, com ou sem a fusão, acima de tudo, os direitos trabalhistas têm e terão de ser respeitados.