Presidente do Sina assume coordenação de seção de aviação civil da Federação.
Entidade fortalece movimento de jovens e mulheres do Transporte.
Presidente do Sina assume coordenação de seção na ITF
Durante o 42º Congresso da ITF, foram realizadas várias palestras sobre Aviação Civil e seus caminhos, oportunizando uma discussão entre os sindicatos da América Latina e sua atuação conjunta em defesa dos direitos dos trabalhadores.
“Está bem claro que empresas internacionais estão sedentas para conquistar o mercado latino de forma bastante predatória, e os trabalhadores precisam se unir, se globalizar para fazer frente aos perigos que se avizinham”, afirmou Isa.
“Algum tempo atrás era impensável estarmos lá discutindo possíveis encerramentos de atividades de empresas como JAL, Singapour Airlines ou Mexicana. Com base nessas experiências, estamos buscando a formação de uma rede sindical global, para podermos enfrentar melhor essas práticas danosas aos trabalhadores e ao nível de emprego no setor”, completou Dias.
O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) e diretor de Comunicação da Fentac/CUT, Francisco Lemos, foi eleito coordenador presidente do Comitê Internacional da seção Aviação Civil da ITF. Ele terá a responsabilidade de agregar, discutir e contribuir com os sindicatos do setor no mundo para enfrentar grandes desafios como as privatizações dos aeroportos, as fusões de companhias aéreas (como a LATAM), a precarização da mão-de-obra, o desrespeito às legislações, as políticas antissindicais.
“Com a escolha do companheiro Lemos, a Fentac volta a atuar no cenário internacional auxiliando a representação regional junto às organizações sindicais do ramo dos Transportes no Brasil e no mundo”, ressaltou Dias.
ITF fortalece movimento de jovens e mulheres do Transporte
Os jovens têm conquistado um importante espaço dentro da ITF. Um comitê interino foi iniciado no congresso realizado em 2006, em Duban (África) e formalizado este ano. Ele está trabalhando arduamente para fazer uma rede de contato (networking) de jovens sindicalistas ao redor do mundo e cada vez mais os jovens são convidados a participar da construção de sindicatos fortes e de ações de solidariedade nacional e internacional. “Os sindicatos não podem abrir mão da comunidade jovem. São eles o hoje e o futuro das organizações, e a ITF persegue este objetivo”, explica Marlene Ruza.
As mulheres trabalhadoras do Transporte também têm uma rede mundial, que discute políticas para o setor, incluindo a luta contra a crise econômica, suas consequências no mercado de trabalho e o combate à violência contra a mulher. O comitê investe em formação e capacitação das sindicalistas, com um olhar voltado também para a maternidade e a saúde das trabalhadoras.
A ITF tem tido ainda um importante papel na prevenção da AIDS, sensibilizando e encorajando a ação sindical no local de trabalho para abordar o tema e defender os trabalhadores. E discute fortemente a questão das mudanças climáticas, seus impactos no ramo dos Transportes e no planeta. “Hoje já podemos falar em 150 milhões de pessoas refugiadas em razão de problemas climáticos”, afirma a sindicalista.
“Precisamos cada vez mais estar unidos e organizados. O movimento sindical brasileiro tem procurado garantir os postos de trabalho e o nível de emprego. É chegada a hora da consolidação e avanço nas questões trabalhistas e sociais. A categoria terá que demonstrar amadurecimento suficiente para reconquistar melhores condições de remuneração, segurança, saúde e higiene no trabalho”, completa Sérgio Dias.