A diretora da Fentac/CUT e do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marlene Ruza, participou, nos dias 2 a 4 de fevereiro, em Londres, da Conferência das Mulheres realizada pela ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes).
No dia 5, houve reunião do Comitê de Mulheres da ITF, no qual Marlene é a representante brasileira e a única mulher integrante da América Latina. A diretora é também secretária nacional da Mulher junto à CNTT-CUT.
Segundo Marlene, participaram da Conferência 220 mulheres sindicalistas, representando 59 países afiliados, de todos os continentes. O evento reuniu ainda representantes da Confederação Sindical Internacional (CSI) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Foram abordados, entre os temas, a globalização e a crise econômica que assolou o mundo em 2009, suas implicações no mercado de trabalho para as mulheres, e a organização das mulheres trabalhadoras em Transportes em relação ao debate de gênero e à participação no movimento sindical.
"Não há dúvida de que as mulheres têm muito a perder com a crise internacional. No entanto, em relação à Aviação Civil, apesar da crise, o setor continua crescendo, mas não há políticas governamentais claras, e os trabalhadores têm sofrido muito", diz a sindicalista.
Marlene defende que organizar os trabalhadores em suas entidades sindicais é a palavra-chave para "deixarmos de perder e conseguirmos avançar". "A mulher tem papel fundamental como elemento central de todos os projetos de organização global", afirma.
Na ITF, em 2009, a seção de Aviação Civil era a que contava com mais mulheres, em torno de 30%, conta. Hoje, a secção luta para reduzir a alienação junto às novas e pequenas companhias do setor e aproximar os trabalhadores do sindicato, especialmente os jovens, pondo em tela a segregação ocupacional entre homens e mulheres e contrariando a exploração e a discriminação.
O Departamento de Mulheres vêm ao longo dos anos fazendo suas campanhas, explica a sindicalista. Além da campanha permanente “ Mulheres transportando o Mundo”, há outras a favor da maternidade e família, aleitamento, participação das mulheres nas estruturas sindicais como “ Sindicatos Fortes Precisam de Mulheres”, ou contra a violência. A deste ano chama-se “ Seu sindicato, seu futuro: seja parte de algo grande. junte-se ao seu sindicato”.
A ITF também tem um programa dirigido às mulheres chamado “Deixando marcas: as mulheres trabalhadoras no transporte do século XXI “, centrado nas medidas necessárias ao combate das conseqüências das crises econômicas sobre as mulheres do mundo inteiro e na necessidade de os sindicatos priorizarem a sindicalização de trabalhadores(as) jovens, informais e mulheres que ocupam postos estratégicos, para aumentar sua influência e poder.
O programa de trabalho do Departamento de Mulher da ITF dará prioridade ao desenvolvimento de mulheres dirigentes dos sindicatos, que encabecem campanhas nas empresas e sejam artífices de alianças entre sindicatos e comunidade, completa Marlene.
Saiba mais em: ITF Global/Women