Os aeroportuários/as mostraram publicamente, na última quinta-feira (09/07), ao longo de mais de 12 horas, no aeroporto de Brasília, quais as razões que os levam a batalhar contra a privatização (ou concessão) de seus principais aeroportos. E não estavam sozinhos! Contaram com o apoio de trabalhadores de várias categorias e das mais importantes entidades sindicais, como Central Única dos Trabalhadores/CUT, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes/CNTT-CUT, Federação Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil/Fentac-CUT, além da Frente Parlamentar em Defesa da Infraero e dos Aeroportos do Brasil, composta por mais de 100 parlamentares.
O “Ato em Defesa da Infraero e dos Aeroportos Brasileiros” começou a ser organizado há pouco mais de 20 dias atrás, com Assembléias nos aeroportos de Brasília, Rio de Janeiro, Campinas, Congonhas e Guarulhos, divulgação e a produção de material - camisetas, baners, faixas e manifesto. Às vésperas de sua realização o trabalho foi intensificado com a contratação de ônibus para o deslocamento de quase 500 aeroportuários/as, preparação do aeroporto de Brasília para recepcionar os mais de 1200 manifestantes, alimentação e outras providências.
A operação para realizar o Ato teve início na segunda, 06/07, com o deslocamento da diretoria do SINA para Brasília; no dia seguinte, assessores encarregados dos últimos retoques seguiram na mesma direção. Enquanto isso, em Guarulhos, Congonhas, Viracopos e Galeão eram fechadas as listas das caravanas dos aeroportuários.
Na quarta, véspera do evento, os preparativos foram acelerados com a montagem de uma central encarregada de acompanhar as caravanas e os últimos detalhes: às 6h, de Guarulhos, partiu uma van da produção transportando assessores, camisetas, faixas, baners; às 9h saíram os ônibus do Rio de Janeiro; e às 17h os de Campinas, Congonhas e Guarulhos. Tudo bem com o Rio de Janeiro; Uberlândia também participa e viaja com uma van; furou o pneu de um dos ônibus de Guarulhos e é impossível trocá-lo; apesar do atraso, mande outro ônibus buscar o pessoal; reunião com o pessoal do aeroporto será às 23h; já tem gente chegando!
A madrugada começava e o aeroporto de Brasília ia sendo decorado com balões, faixas e baners, além de tendas para descanso e refeições dos trabalhadores e trabalhadoras. O carro de som/palanque estaciona em frente ao desembarque. O dia clareia e começam a chegar as primeiras caravanas. Começa, também, a distribuição de equipamentos da manifestação: camisetas, apitos, panfletos e adereços para a cabeça.
Às 8h, em frente à Sede da Infraero, começa a última Assembléia preparatória do Ato, com a participação de, praticamente, todos os trabalhadores/as dessa unidade da empresa, contrariando as previsões negativas em relação à adesão desses aeroportuários/as. Mais surpreendente, ainda, foi a resposta ao convite para ocupar os quatro ônibus rumo ao aeroporto de Brasília: todos lotados de gente animada e disposta a defender a Infraero.
Até às 12h da quinta-feira, não parava de chegar gente com todos os sotaques do Brasil para defender a Rede Infraero. E de tempos em tempos formavam uma imensa passeata que entrava e saia do aeroporto, chamando a atenção de passageiros e usuários com o barulho de apitos e de palavras de ordem em defesa dos aeroportos do Brasil. E os parlamentares, que retornavam às suas cidades, não se omitiram: alguns apoiavam aberta e fraternalmente nossa atividade - inclusive com pronunciamentos favoráveis em nosso carro de som - , enquanto outros entravam resmungando pelos subterrâneos do aeroporto.
No final da tarde, cessaram as músicas do carro de som, substituídas por manifestações de apoio à luta dos aeroportuários/as. E por muitos elogios à organização e realização do nosso Ato. Para encerrar, orgulhosos e emocionados, todos/as cantaram o Hino Nacional.
Fonte: Sina (www.sina.org.br/turbulencia)